Todo logotipo tem uma história. Seja de evolução, involução ou simplesmente um percurso sofrendo pequenas alterações aqui e ali sem tirar nem por muito. Comigo passei por diversas versões durante todos os anos e o mais legal é ver como eles guardam histórias e sua forma representam muito o meu comportamento na época e minhas habilidades no desenho digital.
Minha história como webdesigner começa em 1999, quando cursava minha 8ª série do ensino fundamental com meus 14 anos de idade. Foi lá que tive contato pela primeira vez com HTML na aula de informática (fico impressionado até hoje como meu colégio tinha um ensino de informática muito bom, mas que ninguém aproveitava direito).
Mauro Media (2000)
Foi então depois de um ano que eu comecei a mexer com páginas web e flash. Toda aquela empolgação de “Uau, eu sei mexer no fotoxópi” e “Uau, eu sei fazer animação em flexi!” começou a me inspirar no que eu queria ser quando crescesse: webdesigner. Não apenas HTML, eu já pensava numa web dinâmica e animada. E na época eram poucas as empresas que tabalhavam com isso, mesmo porque a programação web na época era bem rudimentar. Aí que comecei a ter minhas primeiras idéias de abrir uma empresa, a Mauro Media, que nunca abri, afinal era jovem e sem dinheiro.

E o logo acima mostra o resultado. Nada muito excepcional (aliás, nada mesmo!). As cores foram escolhidas de modo a transmitir confiança e tecnologia.
Mauro Media 2 (2001)
Em 2001 eu havia avançado muito no design gráfico e em animação em flash. Tudo sozinho, sem cursos nem apostilas. O que me foi dando confiança a continuar.

Eu ainda não tinha muito bom gosto na época. Eu era gordo, pesava 90 e tantos quilos, tinha espinhas e gostava de Pokémon.
Assinatura Mauro Media (2000 – 2001)

Marca que eu usava em rodapés e assinaturas de animações ou qualquer outra coisa que não valia a pena usar o logotipo.
Assinatura 2 (2001 – 2002)

Mesma coisa, porém mais feio (mas acredite, na época eu achava esta versão muito mais dahora!). A fonte lembra muito das baterias Moura. Aliás, perceba como meus logotipos eram apenas palavras com fontes “dahora”.
Mauro Media 5 (2002)
Ano em que comecei a curtir metal e a tocar mais guitarra com paixão. Claro, as habilidades no webdesign também foram progredindo muito, mas foi a música que me alavancou no cenário mundial artístico: com a gravação de Toninho Acabou com a Nossa Pescaria, começou o meu primeiro “sucesso” na internet, e eu precisava divulgar minha vida para as pessoas me procurarem, então que tentei lançar a marca Mauro Media.

Mas foi pra cucuia.
As cores verdes foram abandonadas do logotipo, mas estavam sempre presentes nos layouts e nas artes gráficas.
TauruZ (2002 – 2003)
Desde o fundamental até o colegial, meu apelido no colégio era Taurus. Era um apelido que eu não gostava, porque significava que eu era gordo, tetudo e cabeçudo (ou pelo menos eu entendia assim).

Mas demorou para eu assumir o apelido. No marketing não adianta tentar mudar algo que já caiu na boca do povo: não adianta dizer achocolatado, vai ser sempre Nescau! E eu era TauruZ. Com o novo logo, o antigo apelido, o sucesso foi grande. Na música, nos games (Battlefield 1942, TauruZ botava pra fude!), e começando nos quadrinhos.
E o verde foi aniquilado. O azul ainda era muito usado na arte. O negro mostrava minha revolta de adolescente e meu lado emo (que na época não era modinha besta).
TauruZ 2 (2003)
Tentei fazer algo mais impactante, mas o primeiro logo do TauruZ continuava mais legal. Queria voltar com o azul também, que sempre foi minha cor predileta.

Mas acabei voltando para o primeirologo do TauruZ.
TauruZ (2003 – 2004)
Mas o boi da cara preta não era agressivo nem artístico suficiente para mostrar minha capacidade agressiva (?) e habilidades artísticas.

Portanto fiz um touro tourando. Na verdade é meio copiado de algum desenho que vi.
Mauro EC04 (2004)
Aí passei na faculdade. Praticamente ninguém mais me chamava de TauruZ (pelo menos na faculdade) e só me chamavam pelo nome. Nem apelido os incapazes dos meus veteranos EC03 foram capazes de me inventar.

O orgulho de ter passado na engenharia de nerds e cabaços de computação, me fizeram criar um logotipo com prefixo EC04 (Engenharia de Computação 2004). Todos meus nicknames nos próximos 5 anos viriam como MauroEC04, nos emails, nos logins e etc.
Apesar de o curso não ter nada a ver com artes gráficas, eu continuava treinando sozinho em casa, triste e arrependido de não ter entrado em outro curso.
Mauro (2005)
Mas não durou muito tempo até que eu começasse a odiar a idéia de estar na computação. Resolvi tirar o sufixo do logotipo e também aproveitei para revolucionar. Joguei o azul fora, veio o vermelho. Totalmente agressivo. As formas neo-tribais denotavam ainda mais a agressividade, junto com o M pontiagudo e denotando “inferno”.

Na minha opinião, é nesta fase que eu realmente começo a acreditar em minhas habilidades artísticas. Apesar de sempre pessimista, estilos agressivos e revoltados, arte negra e até satanistas.
Mauro Mordente Invertido (2005 – 2006)
Mas aquela revolta logo passou. Resolvi procurar algo mais harmônico, mas sem sair do estilo neo-tribal, que eu havia gostado muito e que era diferente tanto pra época quanto para hoje.

E, pela minha eterna paixão por música, adicionei um ornamento musical chamado Mordente Invertido, denotando harmonia e também porque parece um “m”. Aqui minhas artes já não eram tão agressivas e revoltadas, mas passavam para um emo-deprimido-triste-meu-deus-ninguém-gosta-de-mim. A tipografia foi criada por mim mesmo, num estilo hi-tech.
Mordente (2006 – hoje)
Foi então em 2006 que minha vida mudou completamente. Estava eu estagiando com um salário legal, numa empresa bacana. Estava apaixonado. E o primeiro sucesso no youtube.
Mas o mais interessante era que finalmente comecei a gostar de computação. Finalmente eu conseguia enxergar onde o design gráfico e a comunicação consegue se encaixar com a tecnologia, a importância do design de interfaces e da apresentação de um software e seu apelo comercial.

O tribal se manteve, porém houve uma simplificação, a remoção dos eixos de sustentação e o símbolo central foi trocado pelo mordente superior, deixando o logotipo bem mais suave e classudo.
Este é o mesmo logotipo que uso até hoje, estando em todas as minhas assinaturas.
Anjos e Malvados – mWings (2008 – 2009)
Em 2008 foi o lançamento do meu maior projeto pessoal até hoje, o blog mauroBlog. Em 2008 mantive o blog como algo pessoal e para os amigos. De boca em boca, o blog foi crescendo, principalmente graças aos quadrinhos semidiários, então que eu resolvi fazer algo mais impessoal, mas focando nos quadrinhos e em outras artes que eu pudesse ofecer.
Assim nasce o Anjos e Malvados, no final de 2008. O nome surgiu dos próprios quadrinhos onde cada personagem, principalmente Super TauruZ, sofrem de dupla personalidade, geralmente conflifantes.

O blog marca a volta do azul e verde, cores que marcaram o meu design no início da década. Era o retorno do que eu sempre quis fazer na vida, ter o poder de publicar e de ser ouvido, de criar e de ser apreciado.
O centro do logo mostra o Mordente, o mesmo do meu logotipo. A asa direita representa os anjos, a bondade, a felicidade. A asa direita mostra o mal, a fúria, a tristeza, o horror. Em outras palavras, que somos carregados por asas da bondade e da maldade, resta a nós escolher para que lado queremos ir, mas sempre teremos as duas com a gente. Ok, viajei agora.
Anjos e Malvados – Bloody Angels (hoje)
E, com o blog bombando mais ainda, estava na hora de um plano de ataque. Hoje anjos e malvados já não é mais um blog pessoal. É um projeto para divulgar minha arte e opinião e estimular aqueles que se inspiraram em mim.

A volta do vermelho. Cor do amor, da agressividade, do fogo. O A representa os Anjos, escrita numa grafia gótica com traços agressivos, representando os Malvados, acompanhando com o Mordente, representando o M de Mauro e Malvado. Mauro é malvado? Há um T escondido na grafia também. Mas o mais legal é quantos Ms você pode achar escondidos na grafia do A. Ok, viajei denovo.
Se você leu tudo isso até aqui, meus parabéns. Você é guerreiro! Mas agradeço de todo o coração. Pois deixando as viagens de lado, pode me chamar de doente, mas os Anjos representam todos aqueles que admiro, amigos, parentes. O “m” representa o coração de toda a composição. E você pode encontrar a palavra “Amor”.

Tá bom, tá bom… Agora que viajei mesmo!
Abraços!